No dia dia da rotina clínica, nos deparamos com uma série de situações que são desafiadoras, mas a abordagem do paciente que caiu de uma varanda, janela, lage, apresentam muitas vezes uma complexidade e exige o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

É uma situação de emergência na qual o animal pode chegar com algumas fraturas, lesões em órgãos internos, trauma cranioencefálico e dependendo da lesão, muitas vezes inconsciente.
O atendimento veterinário deve ser de emergência e precisamos de alguns exames como a radiografia, ultrassonografia, exames de sangue, para investigar quais lesões possíveis esse paciente apresenta e em alguns casos definir a necessidade ou não de um tratamento cirúrgico.

O acidente pode acontecer tanto com cães como gatos, mas observamos uma incidência maior nos felinos. Esses últimos são animais com comportamento peculiar, são caçadores solitários, curiosos, e muitas vezes tentam caçar algum pássaro ou se aventuram em alguma coisa que chamou a sua atenção, fora dos limites seguros. A literatura médica veterinária descreve bem esse tipo de comportamento, como a síndrome do gato paraquedista. Onde são descritos os movimentos em que o gato faz para evitar cair com o dorso, lateral do corpo e dependendo da altura, ele se posiciona a cair de pé, dependendo do tempo e da altura que ele tem para executar o movimento existem algumas alterações clínicas que são mais esperadas. Por isso durante o atendimento de emergência é importante informar a altura ou o andar em que o animal caiu ao médico veterinário.

Hoje no mercado temos telas de proteção para residências e prédios. Servem para evitar esse tipo de acidentes com cães, gatos e crianças. Mesmo quem não mora em lugares altos e tem um gato é importante telar a casa e criar um ambiente seguro com a tela. É comum que gatos de residências tenham acesso livre à rua, mas isso não é o ideal, pois muitos desses animais, são envenenados, sofrem acidentes sérios com brigas, podem trazer doenças urbanas para a casa. Além da proteção, temos que ficar atentos à posse responsável e criar um ambiente rico com brinquedos que estimulem a atividade diária do pet e que sejam adequados ao comportamento do animal, como aumentar o número de arranhadores para os gatos, colocar prateleiras para que possa escalar, e aumento da rotina de passeios para os cães.

Luis Carlos Sousa
Médico veterinário – CRMV/Ba 3725

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