Ficar em isolamento em casa pode ser um privilégio para algumas pessoas. Mas é no próprio lar que muitas mulheres e meninas correm perigo. Segundo dados do Disque 180, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, houve um aumento de mais de 50% no número de denúncias na Bahia .
A ministra Damares Alves confirmou que “a situação de isolamento eleva o risco de violência. Acreditamos que o apoio dos vizinhos seja fundamental, para interromper situações que podem levar ao feminicídio”, disse.

RECOMENDAÇÃO
O Ministério Público da Bahia (MP), através do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher (Gedem), enviou à SSP-BA uma recomendação para que as ocorrências de violência doméstica pudessem ser realizadas de forma online com o objetivo de evitar o deslocamento às delegacias, até porque o transporte público está reduzido na maioria das cidades. 

“Nós também pedimos que seja disponibilizado nos sites das instituições um modelo de pedido de medida protetiva. Se a mulher tiver isso à disposição, já adianta um passo”, explica a promotora Sara Gama, coordenadora do Gedem. 

Segundo a promotora, a pandemia trouxe pelo menos quatro fatores de risco às mulheres que convivem com seus agressores: o próprio isolamento, o consumo de álcool e drogas, desemprego e comportamento controlador. Por causa da vigilância dos agressores, a promotora acrescenta que é importante que os canais não presenciais de denúncias sejam divulgados (veja abaixo).

SAIBA COMO DENUNCIAR DE FORMA NÃO PRESENCIAL:
A rede de proteção à mulher é formada por diversas entidades como o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública, Secretaria de Segurança Pública, dentre outras.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Polícia Militar – Disque 190
Defensoria Pública da Bahia – Disque 129 ou 0800 071 3121
Chatbot no Facebook da Defensoria: https://www.facebook.com/defensoria.bahia/

FONTE: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/denuncias-de-violencia-contra-mulher-crescem-54-durante-a-pandemia/


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