“As doenças alérgicas, como a asma, rinite, conjuntivite alérgica e a dermatite atópica afetam de forma considerável a qualidade de vida das pessoas. Elas são causadas pela interação de fatores genéticos, exposição a fatores ambientais e bioaerossóis.

Segundo Oliveira e Borges-Paluch (2015) os bioaerossóis constituem os micro-organismos dispersos no ar, sendo compostos por fungos, bactérias, algas, vírus, cistos de protozoários e outros. Esses contaminantes biológicos utilizam a matéria particulada (pólen, fragmentos de insetos, escamas de pele humana e pelos) como substrato para sua multiplicação. Esses autores afirmam que entre os principais fatores ambientais causadores de sintomas alérgicos estão: os ácaros, pó, pelo de animais e o pólen.

Para os ácaros; os tapetes, cortinas, sofás, travesseiros e camas são verdadeiros paraísos, pois, conforme o entomologista Angelo Pires do Prado, da Unicamp, é nesses locais que eles encontram temperatura estável, alimento abundante e baixa oscilação da umidade do ar, condições perfeitas para a sua proliferação. O estudo afirma que em poucos meses de uso, os colchões abrigam de centenas de milhares a milhões desses animais aparentados das aranhas e dos carrapatos.

Porém, Segundo et al. (2009) pessoas estão expostas à micro-organismos alergênicos não apenas nas residências, mas também em locais como, cinemas, hotéis, transporte escolar, táxis e carros privados. Um estudo feito pela Universidade de Birmingham, na Alemanha, após analisar 2.000 automóveis e o comportamento dos seus respectivos donos, afirmou que as cadeirinhas de bebê usadas em carros, podem conter mais fungos e bactérias que o vaso sanitário. Segundo a pesquisa, a média é de 100 micro-organismos por centímetro quadrado na área interior do veículo.

Dessa forma, são necessárias algumas medidas preventivas para o controle ambiental, como:

– Higienizar com frequência colchões, tapetes, travesseiros, cortinas e estofados com produtos bactericidas, acaricidas e fungicidas

– Evitar o consumo de alimentos na sala, no quarto e nos veículos

– Impedir a presença de animais domésticos e o uso de plantas e bichos de pelúcia na sala e no quarto

– Higienizar a parte interna dos veículos com frequência

– Evitar no quarto o uso de mobiliário que possa acumular poeira

– Usar colchas que possam ser retiradas antes de dormir

– Proteger o colchão capa de tecido

– Em locais muito úmidos, recorrer a sistemas de filtros ou desumidificadores de ar

– Manter o ambiente arejado e livre de umidade excessiva

– Deixar o colchão exposto ao sol por meia hora a cada 20 dias e, se possível, trocá-lo após cinco anos de uso

Fonte:

OLIVEIRA, L. D. C. de, BORGES‑PALUCH, L. R. Alergias respiratórias: uma revisão dos principais fungos anemófilos e fatores desencadeadores, Revista Baiana de Saúde Pública, v.39, n.2, p.426-441 abr/jun. 2015.

SEGUNDO, G. R. S. et al. Diversidade da exposição alergênica: Implicações na obtenção da eficácia do controle ambiental, BRAZILIAN JOURNAL OF OTORHINOLARYNGOLOGY 75, mar/abr. 2009. Disponível em: http://www.rborl.org.br. Acessado em 01 set. 2020.

TENENTE, Luiza. Cadeirinha de carro pode ter mais bactérias do que banheiro, Revista Crescer. Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2014/09/cadeirinha-de-carro-pode-ter-mais-bacterias-do-que-banheiro-diz-pesquisa.html. Acessado em 01 set. 2020.

ZORZETTO, Ricardo. Um zoológico na cama. Pesquisa FAPESB, ed. 117, nov. 2005. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/um-zoologico-na-cama/. Acessado em 01 set. 2020.”

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